quarta-feira, 7 de maio de 2014


Perfis Digigráficos, você já sabe qual é o seu?

A era digital revolucionou os meios de comunicação e as formas de o ser humano se comunicar. Hoje em dia, nossas vidas se confundem com as redes sociais e os smartphones e tablets que carregamos funcionam como extensões de nossos corpos. A agência DM9DDB realizou um extenso estudo muito bacana que deu origem a um novo conceito: os perfis digigráficos.

A pesquisa foi realizada com pessoas entre oito e 60 anos e seus resultados criaram uma nova classificação para os consumidores da era digital. Hoje, a divisão tradicional, que se baseia em dados demográficos, por exemplo, já não basta, pois a tecnologia move o mundo.
Foram identificados cinco novos perfis, que mostram como se comportam os consumidores em relação ao uso da tecnologia e ainda como ela impacta cada realidade: ImersosFerramentadosFascinadosEmparelhados e Evoluídos
Veja qual é o seu :

Imersos: Parte de sua identidade e personalidade é definida a partir da tecnologia, pela era digital, pois assim, conseguem dar vida a mais pessoas. Conseguiram se encontrar e definir melhor seus interesses e estabelecer vínculos com o mundo.

Ferramentados: Não idolatram a tecnologia, mas recorrem a ela para agilizar suas tarefas do dia a dia, o que facilita suas vidas. Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com as entidades como por exemplo a família, escolas, empresas e governo.

Fascinados: desejam parecer modernos e tecnológicos. Para eles os ícones da modernidade são: computadores, gadgets e hábitos da era digital. Consumir essas novidades, faz com que eles possam a atestar para os demais que são antenados. Eles mostram como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

Emparelhados: Têm na tecnologia uma companheira para fazer o dia a dia acontecer, a máquina para esse grupo é como se fosse uma parte de seu corpo, sem ela a vida se torna extremante complicada. A tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida.


Evoluidos: são os que nasceram e cresceram no mundo digital, não conhecem o mundo pré-digital. Estão totalmente adaptadas a esse universo.

Moda das bananas: #somostodosmacacos

De um dia para o outro, as redes sociais se encheram de bananas. Conhecidos comendo a fruta, desenhos, camisas estampadas, e várias, várias celebridades posando com o alimento. Tudo começou com a atitude do jogador Daniel Alves, que deu uma das melhores respostas ao ato racista de atirar bananas em campo: comeu a fruta. Em seguida, a partir de uma imagem postada no Instagram pelo jogador Neymar, a hashtag #somostodosmacacos se espalhou pelas redes sociais, junto com a imagem de pessoas repetindo a atitude de Daniel Alves.

Bastou os globais Luciano Huck e Angélica postarem uma foto com uma banana e cara de indignados para a atitude começar a ser criticada como sendo hipócrita. E quando se descobriu que a foto de Neymar tinha sido parte de uma estratégia publicitária planejada meses atrás, as redes sociais se dividiram de vez. Choveram de críticas à campanha, e uma segunda hashtag começou a se espalhar: #naosomosmacacos.
Enquanto quase todos concordam que a atitude de Daniel Alves foi incrível, uma parcela acha perigoso responder ao racismo com um gesto de assim. A visão era de que esse tipo de atitude não é algo que deve ser respondido com uma "banana" (seja o gesto ou a fruta), mas tem que ser combatido e punido diariamente. (Vale lembrar que a polícia espanhola e o Villa Real tiveram uma atitude exemplar, detendo o torcedor e o banindo do estádio).
Como muita gente apontou, é realmente difícil lembrar-se de alguma vez em que Luciano Huck, Angélica ou mesmo Neymar tenham lutado contra o racismo. O apresentador, inclusive, colocou uma linha de camisetas com a hashtag #somostodosmacacos à venda, pelo preço salgado de R$ 69, um valor que só quem tem um bom dinheiro pode gastar com uma camiseta. E o jogador foi criticado por ter dito não ser negro em 2010.
Entendo a preocupação de quem luta contra o racismo há tempos e de repente vê sua causa transformada em campanha publicitária. Mas é preciso também entender que algumas pessoas só vão ter contato com esse tema por meio de propagandas e celebridades. Nem todos lêem artigos sobre racismo, conversam com pessoas que pensam e discutem sobre o assunto ou sequer tem um contato pessoal com quem foi vítima do preconceito. Espalhar a mensagem, mesmo que dessa forma, através de uma foto com celebridades, pode não ser o meio mais nobre ou correto de combater o racismo, mas agora mais pessoas estarão discutindo o assunto e pensando a respeito.

É claro que as celebridades e a agência publicitária lucraram com o episódio, que vai cair no esquecimento na semana que vem. Mas pelo menos agora, ao contrário de outras vezes, a sociedade lucrou um pouquinho também.